sábado, 30 de abril de 2016

Dúvida Metódica

O blogue Dúvida Metódica tem agora uma página "institucional" no facebook. Chama-se Dúvida Metódica, naturalmente.

A página anterior era uma conta pessoal e o facebook embirrou com os nomes que lhe foram dados e encerrou-a: há meses atrás vetou o nome "Dúvida Metódica" e agora vetou o nome "Renato das Cartas" (este nome uma brincadeira motivada pelo facto de há décadas atrás ter existido a mania de aportuguesar os nomes dos autores estrangeiros, tendo René Descartes sido mudado para Renato das Cartas em algumas edições das suas obras).

No facebook

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Teísmo

Escrevi acerca do Teísmo, o conceito de Deus que judeus, cristãos e muçulmanos partilham, apesar das suas divergências. Quando se discute filosoficamente se Deus existe ou não tem-se em mente esse conceito e não os alternativos.

domingo, 24 de abril de 2016

Lucidez

Falhar

É um texto muito bom de Frederico Lourenço. Explica porque desistiu da música (piano, canto e cravo). Apesar de sentir que a música era a sua “vocação mais íntima” foi levado a reconhecer que não era suficientemente bom e que assim não valia a pena continuar. Foi doloroso mas necessário.

Infelizmente, muitas pessoas não têm lucidez suficiente para reconhecer a sua falta de talento e insistem em oferecer ao mundo os frutos da sua… “arte”.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Justiça social

Escrevi acerca dos princípios que, segundo o filósofo John Rawls, deviam reger uma sociedade justa. Tentei escrever sem pressupostos, de modo a poder ser entendido mesmo por leitores sem conhecimentos prévios do tema, mas não fui completamente bem sucedido. Para conseguir alcançar esse objetivo teria que ter escrito bastante mais, de modo a explicitar e clarificar melhor as ideias. Para um aluno do 10º é compreensível. Para leitores que nada sabem de Rawls talvez não seja.

Como deve a riqueza ser distribuída?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A balada de uma juíza

Escrevi acerca do livro A Balada de Adam Henry, de Ian McEwan: A balada de uma juíza. Trata-se de um romance muito bom, simultaneamente com interesse literário e filosófico.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Vemos as coisas como elas realmente são?

Pequena análise filosófica a partir da história de uma menina que queria saber como era o jardim na sua ausência, contada num poema de João Miguel Fernandes Jorge.

Vemos as coisas como elas realmente são?

terça-feira, 10 de março de 2015

Platão e um Ornitorrinco entram num Bar...

Escrevi sobre o livro Platão e um Ornitorrinco entram num Bar..., de Thomas Cathcart e Daniel Klein, na edição online da Revista SÁBADO. AQUI.

Platão e um ornitorrinco entram num bar...

segunda-feira, 2 de março de 2015

Elementos Básicos de Filosofia

Escrevi sobre o livro Elementos Básicos de Filosofia de Nigel Warburton na edição online da Revista SÁBADOAQUI.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Janelas para a Filosofia

Escrevi sobre o livro Janelas para a Filosofia, de Aires Almeida e Desidério Murcho, na edição online da Revista SÁBADO. AQUI.


domingo, 20 de abril de 2014

Nunca mais

Sophia de Mello Breyner Andresen: "Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal".

No primeiro vídeo, o poema é dito por Luís Lucas  no disco Ao longe os barcos de flores - poesia portuguesa do século XX, escolhida por Gastão Cruz, Assírio e Alvim, Lisboa, 2004. No segundo vídeo,  o poema é dito por Ana Paiva, no programa televisivo (SIC) "Um Poema por Semana", de Paula Moura Pinheiro.

Pode ler o poema aqui.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Que acontece a uma música quando deixa de soar?

 

Que acontece a uma música,
quando deixa de soar;
e a uma brisa que deixa
de voar,
e a uma luz que se apaga?
Morte, diz: que és tu, senão silêncio,
calma e sombra?

Juan Ramón Jiménez

Violiniste bleu Marc Chagall, 1947

Vento

Pintura: detalhe do Violiniste bleu de Marc Chagall, 1947.

Fotografia: autor desconhecido.

domingo, 23 de março de 2014

Melhor

QUEM RI MELHOR

Se você está pensando
Que eu estou me importando
Claro que eu estou
Eu não sou feito essa gente
Que ama e de repente
Tchau, e se acabou
Não, eu sofri muito, demais
Porque a minha grande paz
Vinha toda de você
É, pus você alto demais
Com cuidados tão legais
Que nem vi você descer

Mas a gente continua
Sai e anda na rua
Entre a multidão
Os amigos dão mão forte
E há nada que conforte
Mais que o violão
É, vou cuidar melhor de mim
Vou fazer meu samba assim
Bem alegre e natural
É, você vai saber de mim
Muita nota no Ibrahim
Muito nome no jornal

Ri melhor que ri no fim
Melhor quem ri no fim
Melhor quem ri no fim

Vinicius de Moraes

sábado, 22 de março de 2014

Um mar que torna a descer

Ontem foi, dizem, Dia da Poesia.

pablo-picasso-painter-amp-sculptor-pablo-picasso-painting-velho cego tocando guitarra

O CEGO E A GUITARRA

O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.

Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.

Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.

Poema: Fernando Pessoa

Imagem: Pablo Picasso

quinta-feira, 20 de março de 2014

Quando Vier a Primavera

La-Primavera,-Sandro-Botticelli

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Pintura: A Primavera, de Sandro Botticelli.

Poema: Quando vier a Primavera, de Alberto Caeiro.

segunda-feira, 17 de março de 2014